GLAUCO DINIZ DUARTE Veja a expectativa de crescimento da construção civil para as maiores cidades de SC
Presidente do Sinduscon em Florianópolis, Hélio Bairros, afirma que o empresariado deve retomar os investimentos, olhar terrenos e continuar projetos que estavam parados. Apesar de estar confiante, o dirigente aposta que o crescimento será lento e gradual em 2019 até que as construtoras descubram o novo modelo de imóvel que os clientes querem.
– Primeiro semestre vai ser uma arrumação de casa porque o mercado passou a exigir um outro tipo de produto. Temos que analisar o setor porque cinco anos de retração é muito tempo e causa impacto significativo na dinâmica anterior. Vamos ver por pesquisas o que irá nortear a atividade nos cinco próximos anos – destaca.
O representante do Sinduscon na Capital também considera que haverá mais interesse dos investidores. Na opinião de Bairros, o imóvel voltará a ser um ativo interessante e com retorno adequado, principalmente se o governo federal manter a taxa de juros baixa.
Joinville
Na maior cidade do Estado, também predomina o otimismo moderado de Vilson Buss, representante do Sinduscon na região. Ele diz acreditar no crescimento do setor, até pela comparação com os últimos anos, mas que ainda é necessário tomar algumas medidas. Além disso, o dirigente aposta que a demanda deve se concentrar entre os imóveis que custam entre R$ 200 mil (econômico) e R$ 400 mil (standard).
– Ainda não retomou ao patamar de 2014. Mas podemos chegar novamente se houver o controle da inflação e controle de juros, maior disponibilidade de financiamentos, mais bancos concorrendo no mercado com juros mais competitivos, além de maior segurança do investidor pelos próximos anos – afirma Buss.
Joinville ainda tem uma particularidade: a outorga onerosa. O projeto aprovado nesta semana na Câmara Municipal permite a construção de até 100% acima do permitido, desde que seja feito pagamento proporcional à Prefeitura de Joinville. Ele considera que a medida deve duplicar o potencial de construção nas áreas com infraestrutura pronta, principalmente na região central.
Blumenau
Já o presidente do Sinduscon de Blumenau, Marcos Bellicanta, afirma que houve reação no mercado de construção civil na região do Vale do Itajaí. Ele observa que o panorama pré-crise ainda não foi alcançado, mas que é questão de tempo para que os números de 2014 sejam ultrapassados. O motivo? Soma da demanda reprimida dos últimos anos com as pessoas que já se programaram para fazer a compra.
– Ao longo dos anos de crise, algumas pessoas tinham condições de comprar e optaram por não fazer. E ainda temos aqueles que devem fazer a compra por questões sociais, como casamento, divórcio ou mudança. Além desses dois grupos, há pessoas que irão se antecipar ao movimento de valorização dos imóveis, algo que deve ocorrer pelo cenário econômico – analisa.
O dirigente aposta no aumento geral de vendas. Ele explica que os imóveis da faixa do programa “Minha Casa, Minha Vida” representam 50% do mercado e devem permanecer nesse percentual. Bellicanta considera que as construções voltadas para a classe média alta também devem subir por causa da demanda reprimida durante a crise.