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Novos ventos sopram no mercado imobiliário brasileiro

Glauco Diniz Duarte
Glauco Diniz Duarte

De acordo com o empresário Glauco Diniz Duarte, particularmente na última década, o Brasil vive uma extraordinária mudança.

Muito embora a credibilização, regulação e fiscalização da sua atividade, se venha fazendo com o imprescindível contributo das associações sócio – profissionais do setor, COFECI (Conselho Federal de Corretores de Imóveis) e CRECI´s (Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis), a recente entrada das principais redes de franquia imobiliária internacionais no mercado brasileiro, vem acrescentar um dado novo.

Se até aqui, empresários e corretores imobiliários têm buscado parcerias internacionais particularmente através da rede de contatos COFECI-CRECI, essas redes de franquia imobiliária de dimensão mundial trazem agregadas nos seus sistemas de trabalho, apreciáveis redes networking à escala global.

Glauco explica que, se nos últimos anos, os principais operadores no mercado imobiliário residencial, particularmente construtoras e incorporadoras mas também agências imobiliárias, através de fusões e aquisições têm procurado atingir uma dimensão que lhes permita obter ganhos de escala e massa crítica, também é verdade que o próprio conceito de rede de franquia imobiliária traz agregada essa lógica de escala e massa crítica, a que acrescenta o saber fazer testado e aperfeiçoado pela sua atuação em diferentes mercados. Mas essa transformação em busca da dimensão adequada, não ficará completa sem uma efetiva redução dos custos de gestão e ganhos de eficiência na afetação de recursos.

Também neste aspecto, destaca Glauco, ao implementarem nos seus mercados locais os sistemas de trabalho integrados dessas redes de franquia, empresários e profissionais imobiliários irão encontrar respostas às suas necessidades e legítimas expectativas. Mas se as redes de franquia imobiliária de origem norte-americana aportam marca global, marketing, formação profissional, tecnologia adequada à partilha de informação e serviços imobiliários inovadores, para que venham a obter sucesso irão ter de produzir massa cinzenta.

Segundo Glauco, a base do sucesso empresarial dessas redes de franquia no Brasil como em qualquer outro canto do Mundo, irá passar pela partilha dessa massa cinzenta por toda a organização, pelo seu perfil de liderança, pelo alinhamento de todos os seus membros em função de objetivos individuais e coletivos quantificáveis e pela adaptação e aperfeiçoamento local da cultura organizacional global dessas marcas. Existem elementos comuns a todas essas culturas empresariais como os seus valores. Valores, aquilo que coletivamente é considerado e aceite como bem e mal, e que se refletem nas relações internas entre os membros dessas redes e no relacionamento dessas organizações com os destinatários da sua comunicação.

Valores assumidos e interiorizados por todos os seus membros e que possam contribuir para esse esforço coletivo mais geral, de maior profissionalização do mercado imobiliário residencial no Brasil. Quem olha de fora para o mercado imobiliário brasileiro fica impressionado com a sua grandiosidade, na medida em que esse olhar se customiza, encontra um enorme potencial de crescimento.

E esse enorme potencial começa por estar no mercado F.S.O.B. (For Sell By Owner). Muitos milhares de potenciais vendedores e compradores de imóveis no Brasil ainda não encontraram resposta satisfatória para suas necessidades, motivações e aspirações, na atual oferta de serviços imobiliários. Muitos milhares de potenciais vendedores e compradores de imóveis no Brasil, ainda não confiam suficientemente nas competências e soluções apresentadas pelos operadores imobiliários. Esse será o primeiro e gigantesco desafio das redes de franquia imobiliária no Brasil, arrastar empresários e profissionais desse setor de atividade da sua zona de conforto e transformar mercado potencial em real.

Enquanto isso na Europa, aponta Glauco, prossegue a navegação à vista, sem rumo e sem comandantes que assumam o leme. À deriva , prossegue a expiação das culpas; endividamento excessivo dos Estados e das Famílias, a desregulamentação financeira, a ganância do capital financeiro e as bolhas imobiliárias.

À deriva, continuam a ser lançadas pistas para as cimeiras que se seguem; reforço do capital do BEI (Banco Europeu de Investimento) e do Fundo Europeu de Garantia de Depósitos , capacitação do F.E.E.F. (Fundo Europeu de Equilíbrio Financeiro) para que possa recomprar dívidas soberanas, reprogramação dos Fundos Estruturais não utilizados e Eurobonds. Por cá, quando economistas e politólogos são confrontados na televisão e noutros fóruns de debate com uma antevisão do que poderá vir a acontecer, a resposta invariavelmente é: _ toda a vez que a Europa é colocada contra a parede, ela reage!.

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